A Tempestade Leonardo, que afeta tanto a Espanha quanto Portugal, levou o governo português a decretar estado de calamidade em 68 municípios. No entanto, o governo não decidiu suspender o segundo turno das eleições presidenciais, agendadas para este domingo, 8. O líder do partido de direita Chega, André Ventura, expressou sua preocupação em um vídeo publicado na rede social X, questionando se as condições seriam adequadas para a realização das eleições neste fim de semana. Ventura, que disputará o segundo turno contra o candidato socialista António José Seguro, argumentou que o pleito deveria ser adiado por uma semana para garantir igualdade de condições a todos os portugueses.
A Comissão Nacional de Eleições de Portugal, responsável pela supervisão eleitoral, declarou que as votações ocorrerão como planejado. Em comunicado, a comissão enfatizou que a existência de estado de calamidade ou condições climáticas adversas não são, por si só, razões suficientes para adiar a votação, reforçando a importância da realização do processo democrático.
A tempestade, que já causou a morte de um homem em Portugal e deixou uma menina desaparecida na Espanha, trouxe chuvas intensas e ventos fortes para a Península Ibérica, resultando na evacuação de cerca de 4 mil pessoas na região da Andaluzia, no sul da Espanha. O fenômeno climático levou ao fechamento de diversas estradas devido a inundações e deslizamentos de terra. Embora a agência meteorológica espanhola tenha suspendido o alerta máximo, outro sistema de chuvas é previsto para este fim de semana, o que adiciona um nível de incerteza à situação. Leonardo é apenas a mais recente de uma série de tempestades que atingiram a região nas últimas semanas. Portanto, o cenário político e climático requer atenção e cautela, especialmente em um momento tão crucial para a democracia portuguesa.
Fonte: Oeste







