A caderneta de poupança voltou a apresentar um cenário negativo em março, com uma retirada líquida de R$ 11,1 bilhões. Dados do Banco Central revelam que os saques superaram os depósitos no período, evidenciando a dificuldade que muitos brasileiros estão enfrentando em manter suas economias. As aplicações totalizaram R$ 369,6 bilhões, enquanto as retiradas chegaram a R$ 380,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas foram de R$ 6,3 bilhões, mas mesmo assim, o saldo total da poupança se mantém próximo de R$ 1 trilhão.
Esse desempenho negativo se repete ao longo dos últimos anos. Em 2023, as retiradas líquidas somaram R$ 87,8 bilhões, e em 2024, já acumularam R$ 15,5 bilhões. No ano passado, o saldo negativo totalizou R$ 85,6 bilhões, e neste primeiro trimestre de 2024, as saídas líquidas já atingem R$ 41,2 bilhões.
Um dos fatores que pressionam a poupança é a manutenção da taxa Selic em patamares elevados, que direciona recursos para investimentos com maior rentabilidade. O Comitê de Política Monetária recentemente iniciou um ciclo de redução da taxa básica, com um corte de 0,25 ponto percentual ao ano. No entanto, o cenário internacional, como a instabilidade no Oriente Médio, pode impactar as decisões futuras.
A taxa básica de juros é um importante instrumento de controle da inflação, que teve como meta para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) um índice de 3%. Em fevereiro, a inflação foi de 0,7%, puxada pelos grupos de transportes e educação. No acumulado de 12 meses, o IPCA recuou para 3,81%, ficando abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
Fonte: Oeste







