O preço do petróleo no mercado internacional teve um aumento significativo, alcançando o maior nível em 14 meses, com o barril Brent sendo negociado a mais de US$ 80 pela primeira vez desde janeiro de 2025. Essa alta é atribuída ao fechamento do Estreito de Hormuz pelo Irã, que gerou preocupações sobre a segurança do tráfego marítimo na região. No início do dia, o Brent chegou a uma valorização de 9%, encerrando a sessão com um aumento de 4,7%, cotado a US$ 81,40 por barril em Londres. O WTI, referência em Nova York, também registrou um aumento de 4,7%, fechando a US$ 74,56 por barril. Desde o agravamento do conflito no Oriente Médio durante o último fim de semana, o aumento acumulado foi de 13%. Durante o dia, o Brent chegou a atingir US$ 85,12, o maior valor desde julho de 2024, mas as cotações recuaram após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre ações militares contra alvos iranianos. Especialistas apontam que, mesmo com as interrupções no tráfego do Estreito de Hormuz, o Brent deve oscilar em torno de US$ 80 por barril nos próximos meses, com previsões de queda para a casa dos US$ 70. A seguradora Allianz também apresenta cenários semelhantes, prevendo que o barril pode alcançar um pico de US$ 85 antes de fechar 2026 a US$ 70. Contudo, alertam que, se a infraestrutura energética for destruída, o preço pode saltar para US$ 130 por barril. Para o Brasil, que atualmente exporta mais da metade do petróleo que produz, a situação é mais favorável em comparação ao passado, embora a dependência de importação de diesel e GLP ainda exista. A Petrobras assegura que não repassa oscilações momentâneas ao mercado interno e só realiza ajustes quando os preços se consolidam em novos patamares. Entretanto, com a alta internacional, a estatal poderá ser pressionada a revisar seus preços, especialmente no mercado de diesel, que já viu aumentos significativos.
Fonte: Oeste











