A FIFPRO, federação global de jogadores, manifestou, nesta segunda-feira, sua profunda preocupação com a segurança e o bem-estar da seleção feminina de futebol do Irã. A inquietação surge após as jogadoras serem rotuladas como ‘traidoras da guerra’ por se recusarem a cantar o hino nacional antes de uma partida da Copa Asiática. Este episódio ocorreu em um contexto delicado, uma vez que a campanha das iranianas no torneio, realizado na Austrália, começou em meio a tensões geopolíticas significativas, com os Estados Unidos e Israel realizando ataques aéreos contra o Irã, resultando na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei. A situação das jogadoras iranianas é alarmante, não apenas devido à pressão externa, mas também pelas possíveis repercussões que poderão enfrentar ao retornarem ao seu país. A FIFPRO enfatiza a necessidade urgente de garantir a segurança das atletas, que já enfrentam um ambiente hostil e opressivo em casa. A liberdade de expressão e o direito das jogadoras de se posicionar contra injustiças deveriam ser respeitados e protegidos, e a comunidade internacional precisa se unir para apoiar essas atletas em sua luta por dignidade e direitos humanos. É vital que as autoridades iranianas compreendam a importância do esporte como uma plataforma para a promoção dos direitos e da igualdade.
Fonte: Al‑Monitor







