Jocildo Lemos, atual presidente da Amapá Previdência (Amprev), declarou que a aprovação de um aporte inicial de R$ 200 milhões no Banco Master trouxe um alívio significativo para a autarquia. A afirmação foi feita em julho de 2024, logo após o comitê de investimentos da Amprev liberar a aquisição de letras financeiras da instituição. Lemos, indicado para o cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mencionou ter enfrentado pressões para viabilizar esse negócio. Essa situação foi revelada em uma auditoria sigilosa do Ministério da Previdência Social, que foi encaminhada à Polícia Federal (PF), e que baseou a operação realizada contra o fundo de pensão amapaense. A auditoria incluiu gravações das reuniões, onde os investigadores identificaram o que consideraram como ‘influência externa’ na administração dos recursos previdenciários. Nos últimos meses, a Amprev duplicou o valor aplicado no Banco Master, totalizando R$ 400 milhões em letras financeiras, sob a articulação de José Milton Gonçalves, também indicado por Alcolumbre e alvo da PF. Apesar de alertas sobre os riscos dessa operação, incluindo um parecer técnico da Caixa Econômica Federal que classificou o investimento como perigoso, Lemos e Gonçalves pressionaram pela rápida aprovação das propostas. A ação da PF investiga cinco membros do comitê de investimentos da Amprev, com foco em possíveis pagamentos de vantagens indevidas e na gestão fraudulenta dos recursos do fundo. A condução do processo levantou preocupações sobre a segurança e prudência na administração dos ativos previdenciários, com suspeitas de que os envolvidos priorizaram ganhos de curto prazo em detrimento da proteção do patrimônio dos servidores estaduais.
Fonte: Oeste












