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Presidente do BRB nega privatização e defende socorro financeiro

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, revelou em uma reunião na Câmara Legislativa do Distrito Federal que há uma pressão externa pela privatização da instituição, mas ele descartou essa possibilidade e defendeu a aprovação de um projeto de socorro financeiro proposto pelo governo de Ibaneis Rocha (MDB). A reunião, que ocorreu a portas fechadas, abordou a necessidade de medidas para recompor o capital do banco após perdas significativas em operações com o Banco Master.

O projeto em discussão prevê a autorização de operações de crédito que podem chegar a até R$ 6,6 bilhões, utilizando o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou instituições financeiras como garantia. Além disso, a proposta inclui a possibilidade de venda ou uso de imóveis públicos para garantir essas operações. Nelson também sugeriu a criação de um fundo imobiliário utilizando propriedades do governo do DF, embora o deputado Fábio Felix (PSOL) tenha questionado a falta de detalhes sobre essas iniciativas.

Outra proposta apresentada foi a venda da Financeira BRB, focada em crédito consignado e financiamento de veículos, com a expectativa de arrecadar R$ 1,1 bilhão. O presidente informou que os ativos relacionados ao Banco Master, avaliados em R$ 21,9 bilhões, ainda não foram vendidos.

Durante a reunião, parlamentares expressaram preocupação com a falta de clareza sobre a situação financeira do BRB, com Fábio Felix criticando o projeto por conter autorizações genéricas. Nelson refutou a ideia de que a proposta seria um “cheque em branco” e alertou sobre os riscos de interrupção de serviços essenciais, como pagamentos de programas sociais e operações de crédito, caso o projeto não seja aprovado. Uma nota técnica da associação de advogados do BRB também indicou o risco de intervenção do Banco Central se o capital não for recomposto no prazo estipulado de 180 dias.

Fonte: Oeste

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