Borge Brende, presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (26), poucos dias após o início de uma investigação independente sobre suas ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Brende, que ocupou a presidência do fórum desde 2017, fez o anúncio em um comunicado após revelações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que indicaram que o norueguês participou de três jantares de negócios com Epstein e manteve contato com ele por meio de e-mails e mensagens de texto.
Em seu comunicado, Brende expressou gratidão pela colaboração com colegas e parceiros, afirmando que seu tempo no cargo foi profundamente gratificante, embora não tenha mencionado Epstein diretamente. Ele declarou que acreditava ser o momento certo para que o Fórum Econômico Mundial pudesse continuar seu trabalho sem distrações.
Em uma nota separada, os copresidentes Andre Hoffmann e Larry Fink informaram que a revisão independente realizada por consultores externos sobre os vínculos de Brende com Epstein não revelou novas irregularidades, além das já conhecidas. Além disso, foi anunciado que Alois Zwinggi assumirá a presidência e a função de CEO interino. O Conselho de Curadores do Fórum ficará encarregado de supervisionar essa transição e organizar o processo de escolha de um novo líder definitivo.
Fundado em 1971 e com sede na Suíça, o Fórum Econômico Mundial é uma entidade sem fins lucrativos que reúne líderes políticos, empresários e especialistas para discutir temas relevantes da economia e política global, tendo como principal evento anual o Fórum de Davos. Este evento serve como um espaço de articulação entre governos e grandes empresas, influenciando decisões e definindo agendas globais sobre clima, tecnologia e crescimento econômico.
Fonte: G1












