Em declaração recente, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian acusou líderes dos Estados Unidos, Israel e Europa de aproveitarem a crise econômica do Irã para incitar desordens sociais. Segundo Pezeshkian, essas forças externas teriam fornecido meios para que a população pudesse “despedazar a nação” durante os protestos que ocorreram nas últimas semanas.
Os protestos, que começaram no final de dezembro em resposta a uma crise econômica caracterizada por alta inflação e aumento dos custos de vida, diminuíram após uma repressão violenta por parte das autoridades clericais. De acordo com o grupo de direitos humanos HRANA, baseado nos EUA, pelo menos 6.563 pessoas foram mortas, incluindo 6.170 manifestantes e 214 membros das forças de segurança.
O presidente do Irã tenta desviar a atenção para fatores externos, em vez de enfrentar as críticas internas sobre a gestão econômica do país. A narrativa de que potências ocidentais estão por trás da instabilidade serve para consolidar o poder do governo e justificar ações repressivas contra os opositores.
Essa postura é uma tentativa de fortalecer a narrativa antiocidental e mobilizar a população em torno do governo, que enfrenta crescente descontentamento popular devido à deterioração das condições de vida. A situação no Irã continua tensa, e a resposta do governo aos protestos levanta preocupações sobre a proteção dos direitos humanos e a liberdade de expressão no país.
Fonte: Al‑Monitor












