Mais de 200 presos políticos na Venezuela iniciaram uma greve de fome na noite de sexta-feira, 20, em protesto pela exclusão de suas liberdades na nova lei de anistia. O movimento ocorre no centro penitenciário El Rodeo I, nas proximidades de Caracas, e conta com detentos que ficaram de fora dos benefícios oferecidos pela legislação recentemente aprovada. Segundo informações de familiares à agência de notícias AFP, a mobilização ganhou força após o Parlamento confirmar que a lei exclui militares e civis acusados de ‘terrorismo’, uma acusação frequentemente utilizada pelo regime chavista para silenciar opositores. A lei de anistia, proposta pela presidente interina Delcy Rodríguez, recebeu aprovação da Assembleia Nacional no dia 19. Apesar das promessas do governo interino de que a medida beneficiaria até 11 mil detentos, a oposição critica as cláusulas que mantêm presos aqueles rotulados como terroristas pelo regime. Juristas apontam que a nova legislação foi elaborada para pressionar lideranças opositoras, como María Corina Machado, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz. A exclusão de militares que participaram de rebeliões contra Maduro também gera controvérsia, pois limita a estrutura de resistência armada. Em meio a essa situação, o ex-ditador Nicolás Maduro aguarda julgamento nos Estados Unidos, enfrentando acusações de tráfico de drogas e armas. A pressão internacional, liderada pelos Estados Unidos, busca acelerar a libertação dos presos políticos na Venezuela e destaca que a greve de fome evidencia as falhas de uma anistia que ainda perpetua perseguições políticas. O governo interino deve responder às demandas dos grevistas para evitar uma crise humanitária no sistema prisional.
Fonte: Oeste








