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Projeto de lei permite CNH comum para dirigir veículos elétricos pesados

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permitirá que motoristas com carteira de habilitação categoria B conduzam veículos elétricos e híbridos com peso de até 4.250 kg. Atualmente, a CNH B limita o peso de veículos a 3.500 kg, independentemente do tipo. Este projeto visa atender à crescente demanda por veículos elétricos, que estão se tornando cada vez mais populares e pesados devido às baterias. O deputado Pedro Aihara (PRD-MG), autor da proposta, argumenta que essa mudança é necessária para acomodar o peso extra das baterias. O relator da matéria, Hugo Leal (PSD-RJ), também incluiu veículos híbridos com tração predominantemente elétrica na proposta, embora sem definições detalhadas.

Segundo Leal, a justificativa do projeto destaca que até 2030, os veículos elétricos e híbridos superarão os movidos a combustão, o que demonstra a necessidade de um tratamento igualitário para essas tecnologias. O projeto, que teve início em março de 2025, ainda deverá passar pela análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votado pela Câmara e pelo Senado.

Além desse projeto, também foi aprovado um outro que propõe a criação de uma CNH separada para veículos automáticos e manuais. Atualmente, a categoria B permite que motoristas dirijam veículos de até 3.500 kg e que comportem até oito pessoas, excluindo o motorista. Contudo, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, veículos elétricos e híbridos com mais de 3.500 kg exigem motoristas com categoria C ou superior, destinada a caminhões e ônibus.

Modelos como a Chevrolet Silverado EV, com 3.839 kg, e o GMC Hummer EV, com 4.103 kg, se encaixam nas novas regras propostas. Já o Cadillac Escalade IQ, um SUV de luxo, pesa até 4.241 kg e possui impressionantes características de desempenho, como uma aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 4,7 segundos. Essa inovação na legislação pode impactar positivamente o mercado de veículos elétricos no Brasil, promovendo um ambiente mais favorável para a mobilidade sustentável.

Fonte: G1

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