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Psicanalista aponta terror psicológico como base da ditadura no Brasil

O psicanalista Rafael Alves Lima, autor do livro ‘Psicanálise na Ditadura’, abordou a importância de obras cinematográficas como ‘O Agente Secreto’ e ‘Ainda Estou Aqui’ no reconhecimento das práticas de violência de Estado durante a ditadura militar no Brasil. Em sua análise, Lima afirma que a ditadura utilizou a ‘difusão psicológica do terror’ como um princípio fundamental para manter o controle sobre a população. Essa estratégia visava não apenas a repressão física, mas também a criação de um clima de medo constante, que impedia qualquer forma de resistência ou contestação. Segundo o psicanalista, os filmes mencionados servem como plataformas essenciais para que a sociedade brasileira possa refletir sobre os horrores do passado e compreender como essas táticas de terror psicológico influenciaram a vida das pessoas na época. Lima enfatiza que a reconstituição da memória histórica é vital para evitar que erros semelhantes se repitam no futuro. O reconhecimento da violência estatal é crucial para a construção de uma democracia sólida e para a defesa das liberdades individuais, que devem ser preservadas a todo custo. Assim, é importante que o público tenha acesso a essas narrativas para que possam contribuir para um diálogo mais amplo sobre a história do Brasil e suas implicações contemporâneas.

Fonte: BBC

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