O Partido dos Trabalhadores (PT) está considerando recorrer à Justiça Eleitoral contra o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, devido à divulgação de um vídeo onde ele distribui adesivos com a frase “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”. Segundo informações do portal Poder360, a assessoria jurídica do partido estuda a possibilidade de apresentar uma representação por suposta campanha antecipada. A definição sobre essa ação deverá ser anunciada nos próximos dias.
Em sua gravação, Machado também aproveitou para criticar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando: “Enquanto Lula pula nos blocos, eu faço o meu trabalho de formiguinha”, em referência às aparições do petista durante o Carnaval nas cidades de Recife, Salvador e Rio de Janeiro, nos dias 14 e 15 de fevereiro.
De acordo com a legislação eleitoral, é proibido fazer pedidos explícitos de voto antes do período oficial de campanha. No entanto, manifestações políticas e referências a possíveis candidaturas não são, necessariamente, consideradas irregulares. Durante uma transmissão ao vivo com o ex-ministro Marcelo Queiroga, Machado declarou que os adesivos são parte de um “movimento espontâneo” e negou o uso de recursos públicos, anunciando planos para organizar “adesivaços” no Nordeste.
A controvérsia se intensifica em meio a reações da oposição ao desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que exaltou Lula, enquanto Jair Bolsonaro foi retratado de maneira caricatural. Flávio Bolsonaro já anunciou que pretende protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o partido Novo manifestou interesse em solicitar a inelegibilidade de Lula, alegando que houve utilização de recursos públicos para favorecer a imagem do presidente durante o Carnaval. Flávio também criticou a utilização de verba pública para promover o atual presidente, levantando questões sobre a imparcialidade no julgamento das escolas de samba. Ele instou os eleitores independentes a refletirem sobre o uso de seus impostos em campanhas políticas, reforçando que uma democracia forte deve tratar todos de maneira igualitária.
Fonte: Oeste







