O presidente russo Vladimir Putin enfrenta um momento desafiador em sua política externa, com a perda de importantes aliados, incluindo o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Nos últimos 18 meses, Putin também viu o afastamento de outras figuras-chave, como o presidente sírio Bashar al-Assad e o líder venezuelano Nicolas Maduro. A situação se torna ainda mais complicada para o Kremlin, que já está atolado na guerra na Ucrânia e encontra dificuldades em manter sua influência na região.
O Irã tem sido um dos principais apoiadores da Rússia durante o conflituoso ofensiva de quatro anos, mas, conforme as tensões aumentam, a capacidade de Moscou de agir decisivamente está limitada. Além disso, a Rússia se vê pressionada a adotar uma postura de contenção diante de relatos sobre possíveis ações militares dos Estados Unidos contra o Irã. Esse cenário revela não apenas a fragilidade das alianças da Rússia, mas também a crescente complexidade das dinâmicas de poder no Oriente Médio.
A crítica de Putin ao que ele descreveu como um ‘assassinato cínico’ realizado por Khamenei reflete a tensão existente entre os países em um momento em que todos enfrentam desafios significativos. A perda de aliados estratégicos e a incapacidade de reagir adequadamente às pressões externas podem prejudicar ainda mais a posição da Rússia no cenário internacional.
Fonte: Al‑Monitor









