Os preços médios do suíno vivo nas regiões produtoras do interior de São Paulo, incluindo Piracicaba, apresentaram uma queda significativa de até 20% em fevereiro de 2026. Essa redução é atribuída à diminuição da demanda da indústria por lotes de animais no mercado independente. Os especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP) alertam que o mês de março pode trazer ainda mais recuos nos preços, especialmente devido à instabilidade causada pelo conflito no Oriente Médio. Em fevereiro, o preço do suíno vivo foi de R$ 6,91 o quilo, caindo de R$ 8,24 no mês anterior, o que resulta em uma desvalorização de mais de 16%. Comparado ao mesmo período do ano anterior, quando o produto era vendido a R$ 8,66/kg, a desvalorização chega a 20%. Apesar de a região do Oriente Médio não ser um importante mercado para a carne suína brasileira, o fechamento de rotas de exportação e o aumento dos custos de frete e seguros marítimos têm gerado apreensão entre os exportadores. O Cepea também destaca que a demanda pela carne suína se manteve alta em meses anteriores, com preços firmes, contradizendo a tendência típica de queda que se observa nesta época do ano. O cenário atual, portanto, reflete as complexidades do mercado e a necessidade de vigilância constante por parte dos agentes do setor.
Fonte: G1







