A produtora e distribuidora de combustíveis Raízen deu início, na noite de terça-feira, 10, a um pedido de recuperação extrajudicial, com dívidas que totalizam impressionantes R$ 65 bilhões, conforme informações obtidas pelo Brazil Journal. Este movimento conta com o apoio de credores que representam mais de 40% do passivo financeiro da empresa, o que demonstra uma tentativa de estabilização em um momento crítico. O acordo proposto prevê a suspensão dos pagamentos de juros e do principal por um período de 90 dias, a partir de quinta-feira, 12, criando uma oportunidade para que a companhia e seus credores possam negociar uma reestruturação financeira definitiva. O processo está sendo conduzido por renomados escritórios de advocacia, como E.Munhoz Advogados, Pinheiro Neto, XGIVS Advogados e Rothschild & Co. A composição da dívida revela que os bancos representam metade dos credores, enquanto detentores de bonds, CRAs e debêntures formam o restante. A Raízen, que no fim de dezembro de 2025 possuía R$ 17,3 bilhões disponíveis em caixa, continuará honrando seus compromissos com fornecedores, com a suspensão de pagamento focada apenas nas dívidas financeiras. Este pedido de recuperação ocorre em um momento estratégico, à medida que se aproxima o início da safra de cana-de-açúcar e aumenta a necessidade de capital de giro. O CEO Nelson Gomes está à frente de um processo de recuperação operacional que começa a mostrar resultados positivos, enquanto o ambiente criado pelo plano visa preservar recursos e apoiar essa fase crucial. Após a rejeição de uma proposta de desmembramento do negócio, a reestruturação atual baseia-se em uma oferta da Shell para aportar R$ 3,5 bilhões, além do compromisso de Rubens Ometto de contribuir com R$ 500 milhões em recursos próprios, discutindo-se também a conversão de cerca de 40% da dívida em participação acionária para fortalecer a estrutura de capital da empresa.
Fonte: Oeste












