A Raízen, uma das principais empresas do setor de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis do Brasil, anunciou em 11 de outubro que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial. Este movimento ocorre em meio a negociações com seus credores para reestruturar uma dívida que soma aproximadamente R$ 65,1 bilhões. O pedido foi formalizado na Comarca da Capital de São Paulo e visa criar um ambiente jurídico seguro para a renegociação das obrigações financeiras da companhia. A empresa já conta com o apoio de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras sem garantias, o que é suficiente para dar início ao processo de recuperação extrajudicial. Este mecanismo permite que a Raízen renegocie parte de suas dívidas diretamente com alguns credores, evitando a judicialização do processo e buscando melhores condições de pagamento. Apesar da reestruturação financeira, a empresa garantiu que suas obrigações com clientes, fornecedores e parceiros comerciais não serão afetadas. A Raízen enfrenta pressão financeira, com sua dívida líquida atingindo R$ 55,3 bilhões no final de dezembro. O CEO Marcelo Martins destacou que as discussões com credores estão avançando e que uma solução satisfatória deve ser encontrada em breve. A empresa também está considerando um aporte de capital liderado pela Shell, no valor total de R$ 4 bilhões, que poderia contribuir para a recuperação financeira. A situação da Raízen se deteriorou devido a altos investimentos, condições climáticas adversas e taxas de juros elevadas, fatores que pressionaram o fluxo de caixa da companhia.
Fonte: G1











