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Reag manipula ativos para reduzir dívida do Banco Master com o BRB

A gestora Reag, que administra ativos do Banco Master, executou uma manobra contábil controversa que possibilitou ao banco, liderado por Daniel Vorcaro, abater R$ 560 milhões de sua dívida com o Banco Regional de Brasília (BRB). Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, essa operação envolveu uma valorização abrupta de um fundo imobiliário de luxo em São Paulo, usado como compensação em transações financeiras irregulares. Em agosto do ano passado, o patrimônio líquido do fundo Trevi, pertencente à Reag, saltou de R$ 409 mil para R$ 1,7 bilhão, sem que as dívidas de aquisição de 33 imóveis na região do Butantã, em São Paulo, fossem quitadas. Investidores manifestaram sua insatisfação em relação à falta de transparência na avaliação e exigiram explicações, mas não obtiveram resposta. Essa valorização inflacionada permitiu ao Banco Master, que possui um terço do fundo através do Trevi, reduzir parte de sua dívida total de R$ 12,2 bilhões junto ao BRB. O processo envolveu empréstimos de R$ 181 milhões concedidos entre janeiro e junho de 2024, com juros de 5% ao ano mais 100% do CDI, com vencimento previsto para 2029. O BRB, que afirma não ter participado das decisões de gestão do fundo, contratou uma investigação independente para apurar as operações e confirmar os valores repassados. Os resultados preliminares apontaram a participação de cerca de 30 gestores do BRB em fraudes, levando o governo do Distrito Federal a afastar os dirigentes do banco. Essa situação levanta sérias questões sobre a governança e a transparência em instituições financeiras no Brasil.

Fonte: Oeste

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