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Rebanho bovino dos EUA atinge menor nível em 75 anos, diz USDA

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou que o rebanho bovino do país caiu para 86,2 milhões de bovinos e bezerros em 1º de janeiro, o menor nível registrado desde 1951. Essa redução, de 0,4% em relação ao ano anterior, é resultado de uma seca persistente que forçou os pecuaristas a diminuírem seus rebanhos. A situação atual sugere que os preços da carne bovina continuarão elevados, uma vez que levará cerca de dois anos para que o gado esteja pronto para abate, caso os pecuaristas decidam reconstruir seus rebanhos. Segundo Rich Nelson, estrategista-chefe da Allendale, “não há sinais de uma reconstrução de verdade”. A combinação de altos preços dos alimentos e a queda na confiança do consumidor nos EUA, que atingiu o menor nível em mais de 11 anos, pressiona o atual governo a lidar com a questão, o que pode influenciar o cenário eleitoral. Em outubro, o ex-presidente Donald Trump prometeu tornar a carne bovina mais acessível, mas os preços, especialmente da carne moída e dos bifes, continuam em alta. A carne moída alcançou um preço recorde de US$ 6,69 por libra em dezembro, refletindo um aumento de mais de 19% em relação ao ano anterior. Desde 2019, o rebanho de vacas tem diminuído, com a seca nos Estados do Oeste afetando pastagens e aumentando os custos de alimentação. Consequentemente, muitos pecuaristas optaram por enviar mais animais para abate, em vez de mantê-los para reprodução. A Tyson Foods, uma das principais processadoras de carne bovina, anunciou o fechamento de uma fábrica em Nebraska e a redução das operações em outra no Texas, o que impactará cerca de 3.200 trabalhadores.

Fonte: G1

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