Um levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que a proposta de redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode resultar em um aumento de custos significativos para as empresas brasileiras, variando entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões anualmente. Esse aumento representa uma elevação de até 7% na folha de pagamento, o que pode impactar a competitividade e a produção das indústrias nacionais. O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que essa mudança pode levar a uma redução na produção, aumentando os custos unitários do trabalho e, consequentemente, resultando em uma queda no PIB do Brasil. A análise da CNI considera dois cenários para manter o nível atual de horas trabalhadas: a realização de horas extras para os funcionários atuais ou a contratação de novos trabalhadores. Em termos proporcionais, o setor industrial pode ver um impacto de até 11,1% na folha de salários, com despesas adicionais de R$ 87,8 bilhões com horas extras e R$ 58,5 bilhões com novas contratações. A CNI identificou que 21 dos 32 setores industriais enfrentariam custos acima da média, independentemente da estratégia adotada. Além disso, micro e pequenas empresas, que representam 52% do emprego formal no Brasil, seriam as mais afetadas, uma vez que não possuem recursos suficientes para expandir suas equipes. Alban alertou que qualquer alteração na legislação trabalhista deve ser cuidadosamente debatida, considerando as diversas realidades produtivas do país e seus impactos sobre a competitividade e a criação de empregos formais.
Fonte: G1









