Na noite desta sexta-feira (27), o Senado argentino aprovou a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, em uma sessão marcada por forte tensão e debates acalorados. Com 42 votos a favor, 28 contra e duas abstenções, a aprovação representa um passo significativo na agenda econômica do governo. O texto agora segue para a sanção presidencial, podendo entrar em vigor conforme os prazos estabelecidos. Para o governo, essa reforma é uma das promessas de campanha e visa modernizar regras consideradas ultrapassadas, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e incentivar a criação de empregos formais. Contudo, a oposição, incluindo sindicatos, já anunciou que pretende contestar judicialmente trechos da reforma que consideram inconstitucionais. Do lado de fora do Congresso, manifestantes se reuniram em protesto contra as mudanças, organizados pela Frente Sindical Unida (FreSU), resultando em bloqueios de ruas e presença policial na área. Os principais pontos da reforma incluem férias mais flexíveis, restrições a greves em setores essenciais, ampliação do período de experiência e mudanças na negociação coletiva, que permitem acordos diretos entre empresas e sindicatos locais. Enquanto o governo defende a reforma como uma forma de modernização, críticos apontam que ela pode enfraquecer direitos trabalhistas históricos e reduzir a capacidade de negociação coletiva dos trabalhadores. A aprovação no Senado se deu após o governo negociar diversas mudanças no texto original, retirando pontos que enfrentavam resistência significativa. Com isso, o governo busca consolidar sua agenda reformista em meio a um cenário de mobilizações contrárias às mudanças propostas.
Fonte: G1











