O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), declarou que os trabalhos da comissão continuarão de forma inabalável, afirmando que “doa a quem doer”. A CPI, que tinha reuniões programadas para esta semana, cancelou os encontros após a prisão do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que seria ouvido pela comissão. Para Vieira, o caso do Banco Master expõe uma preocupante infiltração criminosa nas altas esferas do poder no Brasil. “O que já foi revelado é apenas uma fração de uma realidade institucional degradada”, enfatizou o senador, destacando a resistência enfrentada pela CPI em um momento de crise. Ele também fez um apelo à mobilização da sociedade e à valorização do trabalho da imprensa, ressaltando que será necessário muita resiliência para enfrentar o que descreveu como um “tsunami de lama”. A CPI começou a investigação após a megaoperação no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes em outubro de 2025, mas agora foca suas atenções no Banco Master e nas relações de seus executivos com o Poder Judiciário. A comissão deve analisar contratos de honorários advocatícios que totalizam R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A Polícia Federal prendeu Vorcaro durante a Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades na instituição financeira, incluindo corrupção e lavagem de dinheiro. A CPI seguirá firme em suas investigações, desafiando as tentativas de obstrução por parte de interesses poderosos.
Fonte: Oeste












