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Reunião sobre PL dos apps de transporte termina sem acordo

A reunião entre ministros do governo e o presidente da Câmara, Hugo Motta, além de deputados responsáveis pela elaboração do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos, terminou sem um acordo sobre o valor mínimo a ser pago por entregas e corridas. O projeto atualmente tramita em uma comissão especial da Câmara e o relator, deputado Augusto Coutinho, havia apresentado uma proposta com um valor mínimo de R$ 8,50 por entrega e corrida. No entanto, o governo defende um valor mínimo de R$ 10.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, destacou a importância de um piso de R$ 10 para entregadores, que seria aplicado até 4 quilômetros, mais R$ 2,50 por quilômetro adicional, além de propor o fim das entregas agrupadas, que resultam em remuneração reduzida para os trabalhadores.

No que diz respeito aos motoristas de aplicativos, a proposta sugere uma remuneração bruta mínima de R$ 8,50 para corridas de até dois quilômetros. Coutinho argumenta que é necessário considerar as diferentes realidades econômicas do Brasil, afirmando que R$ 10 em grandes cidades como São Paulo não têm o mesmo valor em localidades menores.

O governo continuará pressionando por um aumento no valor mínimo e, caso não haja consenso, poderá apresentar uma emenda para votação no plenário. Apesar das divergências, Hugo Motta expressou a intenção de acelerar a votação do projeto, com a expectativa de que a análise na comissão especial ocorra na próxima semana, e a votação no plenário possa ser concluída na primeira semana de abril.

Fonte: G1

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