A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda anunciou, nesta sexta-feira, 6, uma revisão na projeção de crescimento do PIB para 2026, que foi reduzida para 2,3%, uma leve queda em relação aos 2,4% previstos anteriormente. Além disso, a estimativa de inflação para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede os preços no país, foi elevada de 3,5% para 3,6% neste ano. Essas revisões refletem preocupações com a trajetória dos gastos públicos e a pressão sobre o arcabouço fiscal. A secretaria alertou que o aumento nos gastos com benefícios sociais tem sido um fator significativo que impõe desafios às regras de controle das despesas. Apesar dessa pressão, o governo afirma estar comprometido com a aprovação de medidas para conter esses gastos.
O relatório ainda revela que as despesas com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) devem aumentar de R$ 127 bilhões em 2025 para R$ 300 bilhões em 2035, superando os gastos com o Bolsa Família a partir de 2028. As despesas com a Previdência Social também estão projetadas para crescer substancialmente, passando de R$ 1 trilhão em 2025 para R$ 3,4 trilhões em 2035. A Secretaria de Política Econômica enfatizou que esses aumentos nas despesas sociais, que incluem Saúde, Educação e Assistência Social, cresceram em média 6,16% ao ano acima da inflação desde o início do governo Lula, um ritmo superior ao dos governos anteriores. O secretário Guilherme Mello declarou que as políticas sociais têm contribuído para a redução da desigualdade e melhorias no mercado de trabalho, mas os desafios fiscais permanecem significativos.
Fonte: Oeste












