Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram robôs modulares inovadores, denominados ‘metamáquinas’, que são projetados com suporte de inteligência artificial (IA) e têm a capacidade de continuar se movendo mesmo após sofrer danos ou perder partes do corpo. O estudo que documenta essa pesquisa foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. Esses robôs são formados por módulos independentes, cada um equipado com motor, bateria e computador próprios, que podem operar de forma autônoma ou em conjunto. Quando conectados, esses módulos permitem que as máquinas realizem movimentos como correr, saltar, se levantar após quedas e seguir funcionando mesmo após avarias. O professor assistente Sam Kriegman, um dos pesquisadores, explica que essa inovação representa uma nova abordagem em robótica, onde a perda de uma parte do corpo não compromete a funcionalidade do robô. Utilizando um algoritmo evolutivo baseado em IA, a equipe conseguiu criar diferentes designs para os robôs, selecionando e aprimorando os modelos com melhor desempenho ao longo do tempo, inspirado no processo de seleção natural. Embora os designs sejam incomuns em comparação com robôs tradicionais, a pesquisa demonstra que eles são altamente eficientes para locomoção, adaptando-se a diversos terrenos, como cascalho, grama e areia. Essa tecnologia pode facilitar a criação de robôs que se adaptam a ambientes imprevisíveis e que podem ser reconstruídos conforme necessário, uma característica essencial para aplicações em exploração e resgate. A abordagem dos pesquisadores abre portas para uma nova geração de robôs mais versáteis, que não apenas se adaptam, mas também se recompoem e operam em condições adversas, ampliando as possibilidades de uso em situações desafiadoras.
Fonte: G1








