O ministro da Casa Civil, Rui Costa, minimizou o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que foi preso em novembro após uma operação da Polícia Federal para investigar fraudes na instituição. Segundo Rui Costa, as reuniões de Lula com diversas lideranças, incluindo representantes do setor financeiro, são parte da rotina institucional e não representam irregularidades. O ministro afirmou que o presidente recebe vários segmentos da sociedade para discutir assuntos de interesse público, e que eventuais erros cometidos por esses agentes não afetam a agenda do governo.
Além disso, Rui Costa se manifestou sobre a possibilidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master, afirmando que o governo federal não irá interferir nas decisões do Congresso Nacional nesse sentido. Ele ressaltou que a responsabilidade pela escolha dos instrumentos de investigação cabe aos parlamentares, enquanto o Executivo continuará a realizar apurações administrativas e policiais.
Em defesa da normalidade das reuniões de Lula com Vorcaro, a ministra Gleisi Hoffmann também destacou que esses encontros são comuns e fazem parte das funções presidenciais, negando qualquer irregularidade. No entanto, a tramitação da CPI está sendo influenciada pelo Centrão, que busca retardar a instalação da investigação, o que levanta preocupações sobre possíveis conexões políticas envolvendo Vorcaro. Com 257 assinaturas de apoio, a proposta de CPI enfrenta resistência, e os desdobramentos continuam a ser monitorados com atenção.
Fonte: Oeste







