A guerra na Ucrânia tem causado um alto custo humano para as Forças Armadas da Rússia, que já contabiliza cerca de 1,2 milhão de baixas, incluindo mortos e desaparecidos. Esses números alarmantes não são vistos desde a Segunda Guerra Mundial e foram destacados em um relatório do Centro de Estudos Estratégicos Internacionais, sediado nos Estados Unidos. Apesar das perdas significativas, os ganhos territoriais da Rússia foram limitados, aumentando apenas cerca de 12% da área ucraniana sob seu controle desde o início da invasão em 2022. Isso contrasta com a expectativa inicial de que o desfecho do conflito seria favorável ao Kremlin.
O relatório também ressalta que as enormes baixas russas não resultaram em avanços decisivos no campo de batalha. Os analistas apontam que, embora os líderes ocidentais tenham afirmado que a Rússia poderia eventualmente prevalecer devido ao seu tamanho e recursos, essa visão é contestada por especialistas que destacam a resiliência das forças ucranianas em suas defesas. A Ucrânia tem utilizado eficazmente táticas de defesa, como trincheiras, campos minados e drones, dificultando as ofensivas russas.
Além disso, o estudo estima que as forças ucranianas sofreram entre 500 mil e 600 mil baixas, um número consideravelmente inferior ao das perdas russas. Em termos de mortes em combate, as estimativas indicam que entre 275 mil e 325 mil militares russos foram mortos, em comparação com 100 mil a 140 mil ucranianos. Esses dados enfraquecem a narrativa de que a Rússia está próxima de uma vitória, evidenciando as dificuldades estruturais enfrentadas pelo país para converter seus recursos em resultados militares eficazes.
Fonte: Oeste












