A recente filiação do senador Sergio Moro ao PL no Paraná, a convite do senador Flávio Bolsonaro, resultou em um movimento significativo de saída de prefeitos do partido. A transição de Moro, que deixou o União Brasil, provocou reações intensas, especialmente após o deputado federal Fernando Giacobo renunciar à presidência estadual do PL, o que acentuou discordâncias internas. Em uma reunião realizada em Curitiba, 48 dos 53 prefeitos presentes expressaram sua intenção de deixar o partido, alinhando-se ao candidato do governador Ratinho Júnior, do PSD.
Giacobo, ao se pronunciar, reforçou que a filiação de Moro não representa o consenso do PL, afirmando: “Sempre disse, em alto e bom som: nós do PL vamos acompanhar, para governador, o candidato escolhido pelo Ratinho, quer seja quem for”. Essa declaração reflete um descontentamento crescente com a nova direção política do partido sob a liderança de Moro.
Marcel Micheletto, presidente da Associação dos Municípios do Paraná e atualmente filiado ao PL, também se posicionou, afirmando que os prefeitos não abandonarão o apoio ao governador Ratinho, enfatizando a lealdade ao líder estadual.
Em resposta à crise, o novo presidente do diretório paranaense do PL, deputado federal Filipe Barros, declarou a intenção de abrir diálogos, buscando manter a cohesão do partido em meio a essas desfiliações. Aliados de Moro, como o deputado estadual Mauro Moraes, apontaram que a pressão para a saída dos prefeitos é motivada pelo medo de perda de recursos estaduais, evidenciando a complexidade das relações políticas no estado. A situação continua a se desdobrar, refletindo as tensões internas do PL e o impacto da filiação de Moro nas dinâmicas políticas do Paraná.
Fonte: Oeste












