A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) formalizou um pedido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta terça-feira (10) para investigar os recentes aumentos nos preços dos combustíveis no Brasil, mesmo na ausência de reajustes por parte da Petrobras, a principal fornecedora do país. Nos últimos dias, sindicatos do setor relataram aumentos ou previsões de alta nos preços da gasolina e do diesel em várias regiões, relacionadas ao aumento do preço internacional do petróleo, impulsionado por conflitos recentes envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Entre os relatos, destacam-se aumentos de até R$ 0,80 no litro do diesel e R$ 0,30 na gasolina. A situação é alarmante, especialmente em Brasília, onde o presidente do Sindicombustíveis-DF informou que a defasagem entre os preços praticados pela Petrobras e os valores internacionais já atingiu R$ 1,60 para o diesel e R$ 0,70 para a gasolina, sugerindo que a estatal poderia considerar novos reajustes. No Rio Grande do Sul, o Sulpetro apontou aumentos de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina, enquanto na Bahia, os reajustes chegam a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina, conforme dados da refinaria de Mataripe. Situações semelhantes foram observadas no Rio Grande do Norte e em Minas Gerais, onde a falta de estoques está se tornando uma preocupação. A Senacon busca no Cade verificar se os aumentos nos combustíveis configuram práticas que possam violar a ordem econômica, dado que não houve mudanças na política de preços da Petrobras até o momento. O Cade ainda não se manifestou sobre o início do processo de investigação.
Fonte: G1












