O senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, está à frente de uma investigação que promete se tornar central na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Vieira acredita que o caso do Banco Master possui indícios suficientes para ser classificado como organização criminosa, refletindo uma operação estruturada com infiltração no poder público. Em entrevista à Revista Oeste, ele destaca que o crime organizado não deve ser visto apenas sob a ótica da violência armada, mas sim como uma questão de organização. Para ele, a infiltração do crime pode ocorrer tanto nas periferias quanto nos centros de decisão do país. A CPI já solicitou convocações de familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), o que gerou reações de acusações de perseguição política. Vieira defende que esses depoimentos são oportunidades para esclarecer fatos e não significam condenações antecipadas. Ele menciona que os contratos de Moraes e decisões de Toffoli exigem investigações mais profundas. O senador também argumenta que o crime organizado envolve não apenas facções violentas, mas também agentes que operam nas esferas políticas, subtraindo recursos que afetam milhões de brasileiros. A possibilidade de uma CPI específica para o Banco Master é uma ideia que ele apoia, considerando a gravidade do caso. Vieira reafirma que a política deve ser moldada pelos fatos e que o rigor das consequências dependerá das provas coletadas. A conversa completa com Alessandro Vieira pode ser conferida na edição para assinantes da Revista Oeste.
Fonte: Oeste












