O Supremo Tribunal Federal (STF) se omitiu em oferecer detalhes sobre o uso de seguranças do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) para o ministro Dias Toffoli, no Tayayá Resort, localizado em Ribeirão Claro, Paraná. A informação foi solicitada pelo veículo Oeste, que interpôs um pedido de acesso à informação. O TRT-2 normalmente designa quatro ou cinco agentes para garantir a segurança do ministro durante suas estadias no resort. De acordo com informações da mídia, as escoltas gerais custaram cerca de R$ 550 mil desde 2022, levantando questões sobre a transparência dos gastos públicos.
O veículo Oeste fez uma série de questionamentos ao STF, incluindo se houve uma solicitação formal ao TRT-2, os motivos que justificaram a segurança adicional, e quais atos administrativos respaldaram essa decisão. O STF, por sua vez, limitou-se a mencionar resoluções internas e diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o Sistema Nacional de Segurança do Judiciário, sem responder diretamente às questões levantadas.
A segurança dos ministros do STF é predominantemente realizada pela própria Polícia Judicial do Supremo e, em situações específicas, pela Polícia Federal. O STF afirmou que a colaboração com outros órgãos de segurança é prática comum em todas as esferas do governo, mas não esclareceu se houve necessidade específica para a segurança adicional de Toffoli em um resort. Esse cenário levanta preocupações sobre a utilização de recursos públicos e a falta de clareza em relação à segurança de figuras públicas. Além disso, é importante ressaltar que a gestão de segurança deve ser sempre pautada pela transparência e responsabilidade, especialmente quando envolvem gastos significativos aos cofres públicos.
Fonte: Oeste











