Por um longo período, a sucessão nas empresas familiares foi vista como um assunto restrito ao âmbito privado, frequentemente adiado até que se tornasse uma necessidade inadiável. Contudo, esse modelo já não se sustenta, considerando a importância econômica que essas empresas representam e o momento histórico atual. De acordo com dados recentes, a falta de um planejamento sucessório adequado pode representar um risco significativo para a continuidade de negócios que desempenham um papel crucial na economia global. Um levantamento da Deloitte Private revela que as empresas familiares constituem 22% das companhias com faturamento anual superior a US$ 100 milhões, acumulando mais de 18 mil negócios ativos e gerando cerca de US$ 21 trilhões em receita. Para 2030, essa cifra pode alcançar impressionantes US$ 29 trilhões, um crescimento de 84% em apenas uma década. Entretanto, essa expansão ocorre em meio a desafios significativos. Ao menos 36% das empresas familiares indicam que o planejamento sucessório é um dos maiores desafios de governança, o que pode resultar em prejuízos, conflitos internos e perda de valor. A experiência histórica indica que apenas 10% das empresas familiares mantêm sua relevância econômica após a terceira geração. Assim, o planejamento sucessório não deve ser visto como uma mera formalidade, mas como um elemento estratégico essencial para garantir a competitividade e a continuidade dos negócios. Em um cenário onde a transferência de riqueza e a complexidade dos mercados se intensificam, tratar a sucessão com seriedade e rigor técnico é fundamental para preservar o legado e o valor das empresas familiares.
Fonte: Oeste












