O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou um relatório que aponta falhas significativas na atuação da Enel no Rio de Janeiro e na fiscalização realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O documento sugere que essas falhas podem representar riscos ao sistema nacional de energia, o que é motivo de preocupação. Segundo o relatório, a Enel utilizou de maneira desproporcional o mecanismo de ‘expurgo’, que exclui interrupções classificadas como emergenciais do cálculo de indicadores de desempenho. Entre 2022 e 2024, o volume de expurgos ultrapassou a média de outras distribuidoras, levantando sérias suspeitas sobre a integridade dos dados apresentados pela empresa. A representação do deputado estadual Flávio Serafini (PSOL) citou possíveis manipulações de dados, incluindo os índices de Duração de Interrupção (DEC) e Frequência de Interrupção (FEC), que medem a duração e a frequência das quedas de energia. Além disso, o TCU criticou a morosidade e a omissão da Aneel, que não concluiu apurações iniciadas em 2023 e não analisou os dados de 2023 e 2024. O relatório aponta que a Aneel recomendou a renovação da concessão ao Ministério de Minas e Energia com base em indicadores que podem estar subestimados e sem a devida verificação. Em resposta, a Aneel afirmou estar ciente do relatório, mas destacou que ainda não houve uma decisão formal do plenário do TCU. A Enel, por sua vez, defendeu que cumpre a regulamentação e atribuiu o aumento de expurgos a eventos climáticos. Essa situação gerou manifestações de autoridades, como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já solicitaram a revogação da concessão da empresa.
Fonte: Oeste








