O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, na última quarta-feira, dia 4, uma inspeção nos Correios, visando apurar possíveis irregularidades na estatal, especialmente relacionadas a uma dívida de R$ 7,6 bilhões com o Postalis, fundo de pensão dos empregados dos Correios. Esta dívida é crucial, pois o Postalis é responsável por gerenciar aposentadorias e benefícios dos trabalhadores e aposentados da empresa. O TCU irá examinar o processo administrativo que resultou na contratação deste contrato, que foi firmado com o objetivo de cobrir o déficit do plano de benefícios do fundo de pensão. A solicitação para essa investigação partiu da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização, Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado, que levantou preocupações sobre manobras contábeis que poderiam ter ocultado passivos entre 2022 e 2023, além da suspensão da divulgação das demonstrações financeiras de 2024. O tribunal determinou que os Correios apresentem, em um prazo de 20 dias, diversos documentos e informações relevantes para a fiscalização, que incluirão atas de reuniões sobre a aprovação do valor do equacionamento do Postalis. Além disso, a estatal deverá fornecer cópias de ações relacionadas ao contrato de confissão de dívida com o Postalis no mesmo valor. Desde o início do governo Lula, os Correios enfrentam uma crise econômico-financeira, acumulando mais de 13 trimestres consecutivos de prejuízo. Para tentar estabilizar as finanças, a estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco bancos. As perdas são atribuídas à queda nas receitas e ao aumento das despesas, sendo que cerca de 60% dos gastos são destinados à folha de pagamento, somados aos precatórios que a estatal deve quitar. O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, indicou que a empresa pode precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026 para manter suas operações.
Fonte: Oeste












