O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu por unanimidade rejeitar o pedido de afastamento do ministro Jhonatan de Jesus da relatoria do processo que investiga as ações do Banco Central (BC) na liquidação extrajudicial do Banco Master. O pedido de suspeição foi feito por organizações da sociedade civil, que alegaram um suposto ‘padrinho político’ de Jesus relacionado ao caso. Além disso, levantaram questões sobre recursos destinados à construção de casas populares em Roraima e a apreensão de um veículo de um familiar do ministro em uma operação da Polícia Federal. O relator do caso, ministro Jorge Oliveira, destacou que as alegações apresentadas careciam de evidências concretas e não demonstravam como afetariam a condução do processo. Oliveira ainda refutou a alegação de ‘racismo institucional’ e perseguição ao diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino dos Santos, afirmando que não houve qualquer convocação do diretor. Em dezembro de 2025, Jhonatan de Jesus havia solicitado esclarecimentos ao BC sobre a liquidação do Banco Master, e a medida gerou estranheza no mercado financeiro, uma vez que o banco é privado. O BC, por sua vez, argumentou que a decisão do ministro não poderia ser unilateral e deveria ser debatida em colegiado. Após um acordo, um parecer técnico foi elaborado, concluindo que não houve irregularidades na condução do processo pelo BC. O ministro ainda não apresentou seu parecer final, e o caso continua sem deliberação no plenário do TCU.
Fonte: G1












