As divergências entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente Isaac Herzog se intensificaram após o término da guerra com o Hamas, especialmente em meio à crise relacionada a um possível indulto judicial ao premiê. O clima tenso foi exacerbado por declarações de Donald Trump, que criticou Herzog por ainda não ter concedido perdão a Netanyahu, que enfrenta três processos criminais por corrupção, fraude e abuso de confiança. Trump, após se reunir com Netanyahu em Washington, afirmou: “O presidente de Israel deveria se envergonhar por ainda não ter concedido perdão ao primeiro-ministro Netanyahu.” Essa declaração gerou uma reação imediata na equipe de Herzog, que levantou suspeitas sobre a influência de Netanyahu nas críticas e exigiu explicações. Herzog respondeu, enfatizando que “Israel é um Estado soberano”. Caso o perdão não seja concedido, Herzog enfrentará pressão crescente da direita israelense, que se consolidou como uma força política significativa no governo de Netanyahu. O professor Eyal Zisser, da Universidade de Tel-Aviv, destacou que a direita radical, apesar de ter apenas 5% a 10% das cadeiras no Parlamento, exerce uma influência crucial sobre a governabilidade de Netanyahu. O Ministério da Justiça israelense está preparando um parecer sobre a possibilidade de indulto, que deverá ser enviado à residência presidencial em breve. A discordância entre Netanyahu e Herzog reflete as profundas divisões políticas entre a direita nacional-conservadora e o centro-esquerda, do qual Herzog faz parte. O Likud, partido de Netanyahu, ainda não se manifestou oficialmente sobre a questão, mas é esperado que o premiê procure Herzog para tentar amenizar as tensões.
Fonte: Oeste












