Em meio às investigações da Polícia Federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, se defendeu ao afirmar que os recursos financeiros que recebeu estão relacionados à sua participação em uma empresa familiar. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, Toffoli esclareceu que os pagamentos que supostamente o vinculariam ao Banco Master são provenientes da venda de parte do resort Tayayá. O ministro garantiu que todas as transações ocorreram dentro da legalidade e que os valores foram devidamente declarados à Receita Federal ao longo dos anos. Toffoli explicou que é sócio da empresa Maridt ao lado de familiares, e que essa sociedade resultou nos recebimentos de valores de negociações empresariais. Ele destacou que seu nome não figura em registros públicos da companhia, uma vez que a empresa opera como uma sociedade anônima de capital fechado, onde a identificação dos acionistas não é obrigatória. O ministro enfatizou que as operações financeiras foram realizadas de forma regular e transparente, com todas as origens e destinos identificáveis, e registradas junto aos órgãos fiscais. A Maridt possuía 33% do resort Tayayá até a venda de sua participação em 2021, negócio que foi realizado com o fundo Arleen, ligado ao Banco Master. Toffoli reafirmou que as decisões judiciais sobre as investigações não foram influenciadas por sua posição e que ele mesmo autorizou pedidos da Polícia Federal, incluindo buscas e apreensões, para garantir a lisura do processo.
Fonte: Oeste








