O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou suas críticas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) após uma reunião com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte. O encontro, realizado na Casa Branca, foi marcado por descontentamento de Trump em relação ao apoio considerado insuficiente dos aliados europeus à ofensiva liderada pelos EUA, especialmente no contexto da guerra no Irã.
Em sua rede social, Truth Social, Trump enfatizou que “a Otan não estava lá quando precisamos dela, e não estará lá se precisarmos dela novamente”, reiterando sua visão de que a aliança falhou em momentos críticos. Ele chegou a classificar a Otan como um “tigre de papel” e não descartou a possibilidade de retirar os EUA da organização, uma ameaça que já havia feito anteriormente.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou que Trump acredita que os aliados “foram testados e falharam” durante o conflito, e que eles “viraram as costas para o povo norte-americano”, que financia a defesa dessas nações. A tensão aumentou quando vários países europeus se mostraram relutantes em apoiar a operação militar contra o Irã, negando o uso de seus espaços aéreos e recusando-se a enviar forças navais para ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte global de energia.
Após a reunião, Rutte descreveu a conversa como “muito franca e aberta”, mas evitou comentar diretamente sobre uma possível saída dos EUA da aliança. Ele reconheceu a frustração de Trump em relação a alguns aliados que não cumpriram seus compromissos, mas ressaltou que a maioria dos europeus tem sido colaborativa. Essa situação gera incertezas na relação transatlântica, já afetada por divergências sobre gastos militares e a guerra na Ucrânia. Fundada em 1949, a Otan reúne 32 países da América do Norte e da Europa, sendo um pilar fundamental da segurança do Ocidente.
Fonte: Oeste












