A Casa Branca confirmou, na noite de sexta-feira (20), uma nova ordem executiva que estabelece uma tarifa global de 10% sobre produtos importados, seguindo a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump. A medida, que terá efeito imediato, foi anunciada durante uma coletiva de imprensa em que Trump criticou a decisão judicial, a qual considerou “vergonhosa” e “terrível”. Ele afirmou que a Corte não teve coragem de agir em defesa dos interesses do país e cedeu a pressões externas.
A ordem executiva da Casa Branca estabelece que os direitos adicionais de impostos, anteriormente aplicados com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), deixarão de ser vigentes. Trump, que já havia antecipado esta nova abordagem, pretende utilizar a Seção 122 da legislação comercial dos EUA para justificar a nova tarifa, que terá validade de 150 dias.
Além disso, o governo está se preparando para invocar a Seção 301, que permite investigar práticas comerciais desleais, podendo resultar em tarifas adicionais. Apesar do revés, a decisão não afeta tarifas já aplicadas sobre aço e alumínio, que continuam em vigor. O ex-presidente também alertou sobre a possibilidade de usar métodos ainda mais rigorosos para aumentar a arrecadação de impostos sobre importações, afirmando que outras alternativas legais estão em análise para reforçar sua estratégia comercial.
Em sua fala, Trump reafirmou seu compromisso com a defesa da economia nacional e prometeu explorar todas as opções disponíveis para proteger os interesses americanos. O impacto da nova tarifa global sobre produtos brasileiros, que já enfrentaram tarifas adicionais no passado, continua sendo uma preocupação para os exportadores do Brasil. Com isso, a dinâmica comercial entre os EUA e seus parceiros, incluindo o Brasil, poderá passar por novas mudanças significativas.
Fonte: G1












