Jeffrey Epstein, mesmo sem um diploma universitário, conseguiu estabelecer conexões significativas no meio acadêmico norte-americano, utilizando suas doações financeiras e encontros com figuras de destaque. A recente divulgação de milhões de documentos do Departamento de Justiça trouxe à tona essas relações, levando a crises em universidades de prestígio nos Estados Unidos, conforme relatado pelo The Wall Street Journal. Nesta semana, a repercussão dessas revelações resultou na saída de acadêmicos renomados. Richard Axel, ganhador do Prêmio Nobel e professor em Columbia, renunciou ao cargo de co-diretor do Instituto Mind Brain Behavior, classificando sua conexão com Epstein como um “sério erro de julgamento”. Lawrence Summers, ex-presidente de Harvard, também anunciou o término de sua carreira docente na instituição ao fim do ano letivo, expressando profunda vergonha após a revelação de e-mails em que buscava conselhos de Epstein sobre relacionamentos. Além disso, o Bard College contratou um escritório de advocacia para investigar a relação de seu presidente, Leon Botstein, com Epstein, após a descoberta de e-mails que indicavam proximidade mesmo após a condenação de Epstein em 2008 por crimes sexuais. Entre os acadêmicos associados a Epstein estão nomes como Noam Chomsky e Stephen Hawking, que contribuíram para a construção da imagem de Epstein como uma figura intelectual. Epstein frequentemente se cercava de símbolos acadêmicos e promovia eventos científicos, enquanto documentos revelam suas trocas de mensagens com comentários objetificantes sobre mulheres, especialmente estudantes universitárias. As consequências de suas doações milionárias, que incluíram cerca de US$ 9,1 milhões para Harvard, estão agora despertando reações de repúdio e reavaliação nas instituições envolvidas.
Fonte: Oeste












