O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, está trabalhando para promover André do Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), como candidato ao Senado nas próximas eleições. No entanto, nos bastidores da política paulista, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estão se mobilizando para contestar essa escolha. A disputa se concentra na segunda vaga da chapa conservadora para o Senado em São Paulo, onde a primeira posição já tem o nome do deputado federal Guilherme Derrite (PP) garantido.
Conforme informações obtidas, o cenário se apresenta favorável a André do Prado, devido ao apoio de Valdemar e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Entretanto, a resistência de certos setores do PL está dificultando a indicação oficial do candidato. Bolsonaro, que tem um acordo com Valdemar para a escolha dos candidatos do PL ao Senado, tem como preferência o coronel Mello Araújo, atual vice-prefeito de São Paulo. Mello Araújo, que já ocupou a presidência da Ceagesp, enfrenta dificuldades para obter apoio dentro do partido, com aliados afirmando que, fora o presidente, ninguém deseja sua candidatura.
No PL, a avaliação é que o apoio conjunto de Valdemar e Tarcísio pode alterar a dinâmica da disputa. Apesar de André do Prado ter uma base sólida no interior e boas relações com prefeitos e deputados, sua notoriedade entre o eleitorado é limitada. Na dificuldade de consolidar um nome, os bolsonaristas começaram a considerar outras opções, incluindo possíveis candidatos de outros partidos, como o deputado federal Ricardo Salles (Novo), que, no entanto, é rejeitado por aliados próximos de Eduardo Bolsonaro, que pode desempenhar um papel crucial na definição do candidato ao Senado.
Fonte: Oeste











