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Venezuelanos exigem libertação total de opositores políticos

Na terça-feira, 10, centenas de manifestantes se reuniram no centro de Caracas, Venezuela, para reivindicar a libertação total de opositores políticos ainda detidos. A mobilização, liderada por familiares, juristas e ex-presos políticos, enfrentou bloqueios por parte das forças de segurança do regime chavista. Apesar das restrições impostas, o grupo conseguiu ocupar a área ao redor da Assembleia Nacional, conseguindo adiar a votação de uma controversa Lei de Anistia proposta pela ditadura. Os manifestantes afirmaram que o texto da lei não garante a liberdade de todos os detidos por motivos políticos, além de não prever reparações para as vítimas e não estabelecer mecanismos para evitar novas violações dos direitos humanos. Andreína Baduel, filha do general Raúl Isaías Baduel, que morreu na prisão e foi ex-ministro da Defesa de Hugo Chávez, expressou a desconfiança em relação à proposta de anistia, afirmando que a lei, em sua forma atual, excluiria mais da metade dos presos políticos. Ela destacou que sua família já passou por 18 anos de perseguição política e que há anos pedem à ditadura que crie mesas de diálogo com observadores internacionais, mas sem sucesso. A desconfiança aumentou com a recente prisão do opositor Juan Pablo Guanipa, que, após ser libertado, foi novamente detido por participar de eventos em defesa dos presos políticos. Outros líderes da oposição também enfrentam restrições, como Freddy Superlano e Perkins Rocha, aliados de María Corina Machado, que segue proibida de concorrer nas eleições. O quadro atual demonstra a intensa repressão e a falta de respeito aos direitos humanos na Venezuela sob o regime atual.

Fonte: Oeste

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