Nesta quinta-feira, 12, a capital da Venezuela foi palco de uma significativa manifestação, apenas um mês após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro em uma intervenção militar dos Estados Unidos. A mobilização, que envolveu cidadãos de 17 estados, ocorre em um momento crucial, com a análise de uma nova lei de anistia que promete ser um marco para o país. A Praça da Reitoria da Universidade Central da Venezuela (UCV) foi o ponto de encontro de estudantes e familiares de presos políticos, que clamavam por liberdade e a aprovação imediata da anistia. Segundo a ONG Foro Penal, mais de 600 pessoas continuam detidas por razões políticas, apesar do indulto iniciado em janeiro. Durante o protesto, os universitários ergueram faixas e bandeiras, exigindo transparência no Legislativo e a garantia de que novas prisões políticas não ocorram. A líder opositora María Corina Machado, premiada com o Nobel da Paz, destacou a importância da luta pela liberdade dos estudantes. No Parlamento, os deputados iniciaram a fase final de discussões sobre a lei, que pode liberar muitos presos políticos. A presidente interina, Delcy Rodríguez, sob pressão internacional, propôs a soltura de mais de 400 detidos. No entanto, organizações de direitos humanos pedem clareza nos critérios de concessão da anistia, excluindo aqueles envolvidos em crimes graves. O governo considera a proposta uma oportunidade de transformação política no país.
Fonte: Oeste












