No seu último discurso antes do encerramento da CPMI do INSS, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), expressou sua indignação em relação à finalização prematura das investigações. Ele questionou abertamente: “A quem interessa encerrar esta CPMI? A quem interessa limitar essa investigação?” Viana destacou que barreiras foram impostas exatamente quando a verdade estava prestes a ser revelada. Durante o discurso, o senador enfatizou a importância do trabalho realizado pela comissão, que durou mais de 200 dias e resultou em 38 reuniões e mais de 2 mil documentos analisados. Viana mencionou que, logo no início, foram solicitadas prisões de 21 indivíduos envolvidos em um escândalo significativo de corrupção. Apesar dos resultados, o senador criticou a interferência judicial que dificultou a convocação de depoentes, com metade dos convocados não comparecendo, muitos devido a decisões do Supremo Tribunal Federal. “Quando o dinheiro do aposentado é roubado, não é apenas um crime financeiro, é um rompimento moral”, declarou. Viana concluiu seu discurso afirmando que a investigação revelou indícios graves e que agora cabe ao Brasil decidir o que fazer com essa verdade. Ele reiterou a necessidade de proteger os aposentados e os mais vulneráveis, afirmando que a omissão dos parlamentares não será absolvida pela história.
Fonte: Oeste












