O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou um voto vencedor que justifica a manutenção das prisões relacionadas ao caso de Compliance Zero, destacando a existência de armas, um grupo de intimidação e 27 indícios que fundamentam sua decisão. O voto contou com o apoio dos ministros Nunes Marques e Luiz Fux, que acompanharam o entendimento do relator. Entre os detidos está Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, que permanecerá em um presídio de segurança máxima em Brasília.
Mendonça rebateu os argumentos das defesas, afirmando que a investigação possui elementos sólidos que justificam as prisões preventivas. Um dos aspectos citados foi a apreensão de uma pistola calibre .380, além de carregadores e munições sem registro, durante a operação da Polícia Federal (PF). Esse achado resultou em uma prisão em flagrante, o que indica a gravidade da situação investigada.
O ministro também mencionou a existência de um grupo denominado ‘Turma’, que, segundo a PF, realizava ações de vigilância e intimidação contra críticos do conglomerado financeiro. O voto de Mendonça ainda elencou cerca de 27 evidências coletadas, que incluem mensagens trocadas entre os investigados e movimentações financeiras irregulares, ressaltando que outros aparelhos celulares de Vorcaro estão sendo analisados pela PF.
Além disso, as investigações revelaram a presença de diferentes núcleos dentro do esquema criminoso em questão, como o núcleo financeiro, que gerenciava operações ligadas ao banco, e grupos voltados à cooptação de agentes públicos e à ocultação de patrimônio por meio de empresas de fachada. Com base nessas evidências, Mendonça afirmou que existem riscos de interferência nas investigações e de continuidade das práticas delituosas, razão pela qual votou pela manutenção das prisões e das medidas cautelares aplicadas no caso.
Fonte: Oeste






