O ex-deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, volta a ser alvo de atenção da Justiça, após sua cassação em dezembro de 2025. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a intimação de Ramagem no processo em que ele é acusado de dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Essas acusações estão ligadas a um suposto envolvimento em uma trama considerada golpista. No despacho assinado em 11 de fevereiro, Moraes estabeleceu um prazo de 15 dias para que a defesa de Ramagem apresente suas alegações finais sobre as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo havia sido suspenso em maio de 2025, enquanto Ramagem ainda exercia seu mandato, uma decisão que foi fundamentada na imunidade parlamentar prevista na Constituição e na Resolução nº 18, de 2025, da Câmara dos Deputados. Após a cassação de seu mandato, Moraes reabriu o caso, afirmando que a análise dos crimes deve prosseguir. Em seu despacho, o ministro destacou que já foram realizadas audiências para ouvir testemunhas e realizar o interrogatório do réu, que ocorreu por videoconferência em 5 de fevereiro. Após o interrogatório, a PGR não requisitou novas diligências, uma vez que Ramagem já havia sido condenado a 16 anos de prisão em outro caso. Com a fase de instrução finalizada, Moraes exige que ambas as partes apresentem suas alegações finais, antes do julgamento na Primeira Turma do STF. Ramagem, que se mudou para os Estados Unidos em setembro do ano anterior, é classificado como foragido da Justiça brasileira.
Fonte: Oeste







