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Mães solo no Brasil: Desafios e desigualdades no mercado de trabalho

A pesquisadora Mariene Ramos, que cresceu em meio a mães solo, está revelando a dura realidade enfrentada por essas mulheres no Brasil. Com quase 11 milhões de mães solo no país, segundo dados do IBGE, Mariene destaca que elas ganham em média 40% menos do que pais casados. O contexto da pesquisa se torna ainda mais alarmante quando se observa que, em 2022, as mães solo tiveram rendimento médio de R$ 2.322, enquanto os pais com cônjuge alcançaram R$ 3.869. Além disso, as mães solo compõem apenas 50,2% da força de trabalho, muito abaixo dos 81% dos pais com cônjuge.

Mariene, que se tornou mãe solo durante sua trajetória acadêmica, percebeu a falta de apoio que essas mulheres enfrentam e as dificuldades para se inserirem no mercado de trabalho de maneira digna. A baixa escolaridade é um dos fatores que contribuem para essa situação: mais de 55% das mães solo não completaram o ensino médio. A discriminação também é um tema relevante, pois muitos empregadores presumem que essas mulheres terão menos disponibilidade e flexibilidade, prejudicando suas chances de ascensão profissional.

A pesquisadora defende a necessidade urgente de políticas públicas que garantam mais creches em tempo integral e programas de qualificação profissional voltados para essas mães. Com 57% delas dependendo de benefícios sociais, é evidente que o mercado de trabalho não está absorvendo adequadamente essa mão de obra. Mariene conclui que, ao investir na inserção dessas mulheres no mercado, não apenas se melhora a qualidade de vida delas e de seus filhos, mas também se fortalece a economia do país. O Brasil precisa olhar com seriedade para essa nova realidade familiar e implementar mudanças estruturais que beneficiem as 11 milhões de mães solo que hoje lideram seus lares.

Fonte: G1

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