O religioso José Eduardo de Oliveira e Silva, conhecido como Padre de Osasco, apresentou um pedido de arquivamento do inquérito que investigava um suposto plano de golpe após as eleições de 2022. A solicitação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 9 de novembro de 2024. O padre foi indiciado pela Polícia Federal (PF) por sua suposta participação no que foi chamado de ‘núcleo jurídico’ da trama golpista, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) não apresentou nenhuma denúncia formal contra ele ao STF até o momento.
Segundo as investigações, o padre teria participado de reuniões no Palácio do Planalto em 2022, onde documentos que fundamentariam o alegado plano teriam sido elaborados. No entanto, a defesa do religioso sustenta que não há provas concretas que comprovem sua participação em qualquer atividade ilegal. Os advogados de Oliveira e Silva afirmam que ele sempre colaborou com as autoridades e que suas ações se limitaram ao âmbito religioso.
Além disso, a defesa denunciou que o padre sofreu ‘calúnias e inverdades’ através de certos canais de comunicação, o que teria prejudicado sua imagem durante o processo investigativo. A manifestação judicial enfatiza que o tempo de investigação é excessivo e que a continuidade do processo se tornou injustificável, uma vez que o julgamento dos núcleos denunciados já foi finalizado no STF.
Por fim, a defesa do Padre de Osasco argumenta que ele permanece como investigado em um inquérito que não resultou em denúncia, e que isso representa um constrangimento ilegal. A situação do religioso reflete um contexto mais amplo de perseguição política que deve ser observado com seriedade e justiça.
Fonte: Oeste







