Um relatório recente revelou que 66 autoridades dos Três Poderes em Brasília utilizaram jatinhos privados durante o ano de 2025. Entre os passageiros estavam ao menos 58 parlamentares, quatro ministros do Executivo e quatro do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações do jornal Folha de S.Paulo. A lista inclui 38 deputados federais e 20 senadores, além de membros do STF. Os voos foram realizados em aeronaves de empresários e empresas de táxi aéreo, além de jatos pertencentes aos próprios políticos.
Um caso notável foi o do presidente da Câmara, Hugo Motta (PP-PB), que utilizou um jato privado para comparecer ao funeral do pai do deputado Arthur Lira (PP-AL). A assessoria do empresário Marcelo Perboni, dono do avião, afirmou que o transporte foi oferecido em um gesto solidário. Após assumir a presidência da Câmara, Motta passou a ter acesso a aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).
Outros exemplos incluem o senador Otto Alencar (PSD-BA), que voou em jatos fretados, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também aparece na lista de usuários, tendo realizado oito voos em um avião pertencente a um sócio da JBS. No Judiciário, ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli foram registrados em voos de jatinhos, o que gerou suspeitas de conflito de interesses. Embora o uso de aeronaves privadas não seja ilegal, especialistas alertam sobre os riscos de favorecimento e troca de benefícios, levantando preocupações sobre a integridade das decisões públicas. Essa situação evidencia a necessidade de maior transparência e responsabilidade por parte das autoridades que ocupam cargos públicos, reforçando a crítica a possíveis abusos de poder e a falta de ética na gestão pública.
Fonte: Oeste







