O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, do PSD, não compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado realizada nesta quarta-feira, 11. A convocação do governador foi feita pelos senadores com o objetivo de que ele apresentasse um panorama abrangente sobre a segurança pública no Brasil, considerando que os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná historicamente possuem baixos índices de violência. A participação de Leite era aguardada para que a CPI pudesse conhecer boas práticas de gestão, integração policial e o uso de tecnologia que poderiam servir como referência para outras regiões do país.
Em contraste, João Carlos Falbo Mansur, fundador da gestora Reag Investimentos, esteve presente na reunião da CPI, onde abordou sua empresa envolvida no caso do Banco Master. Apesar de não ter respondido a várias perguntas, Mansur defendeu a operação da sua empresa, alegando que sempre atuou com altos padrões de governança e transparência, mas que acabou sendo penalizada por sua condição de grande e independente. Ele destacou que a Reag Investimentos sempre foi auditada por consultorias internacionais e que a empresa tinha cerca de 800 funcionários. Mansur ainda negou que a Reag tivesse realizado operações irregulares, enfatizando que o Banco Master era apenas um de seus clientes. A ausência de Eduardo Leite na CPI levanta questionamentos sobre a transparência de sua gestão em questões de segurança pública, um tema crítico no cenário atual do Brasil.
Fonte: Oeste







