Na Alemanha, milhares de pessoas se uniram em protestos em várias cidades em apoio à atriz Collien Fernandes, que acusa seu ex-marido de disseminar vídeos pornográficos falsos gerados por inteligência artificial, nos quais a sua imagem é utilizada sem consentimento. Os atos, que ocorreram em Berlim, Frankfurt e Hamburgo, foram convocados por grupos como o coletivo Vulver, que denuncia as lacunas na proteção das mulheres contra a violência digital. A urgência de uma legislação específica sobre deepfakes foi destacada após a publicação de uma investigação que revelou o caso de Fernandes. A atriz, que também é modelo e apresentadora, denunciou que seu ex-marido, Christian Ulmen, criou perfis falsos para contatar homens do seu círculo social e disseminou conteúdos falsos que a expõem a assédio contínuo. A Procuradoria alemã iniciou uma investigação sobre Ulmen, mas as leis atuais sobre assédio são consideradas insuficientes. Fernandes também apresentou queixa na Espanha, onde a legislação é mais rigorosa. O escândalo mobilizou a população, com 17.000 manifestantes em Hamburgo clamando por justiça. Durante o evento, Fernandes, que recebeu ameaças de morte, fez uma aparição vestindo um colete à prova de balas, destacando a necessidade urgente de leis que protejam as mulheres da violência digital. O chefe do governo alemão, Friedrich Merz, mencionou a violência em relação a imigrantes, gerando controvérsias. A reação ao seu discurso foi de repúdio por parte de ativistas feministas, que criticaram a tentativa de desviar o foco do problema real da violência contra as mulheres.
Fonte: G1







